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Terça-feira, Agosto 31, 2004
O problema das marcas
Mamãe querida, depois de almoçar, foi no mercado com alguns colegas de trabalho.
Uma das mulheres, Tãtona, queria uma geléia, então todos se puseram a olhar.Pegavam copos do doce e lhe mostravam, mas ela nunca estava satisfeita.
-Você quer essa?
-Hum...Não.
-E essa?
-Hum...Também não.
De repente ela vira para minha mãe e diz:
-Eu estou procurando a geléia da marca embasa.
Marca embasa?Minha mãe se espantou.
-Olha só...Embasa não é uma marca.
-Ué, não é não?
-Não.Embasa é referente ao tipo de geléia.
-Sério?
-Sério.
-Ãhn...
Aiai...Se minha mãe tivesse um blog...Vocês não têm noção, desde que eu me entendo por gente escuto histórias de pessoas bizarras que trabalham com ela.
Domingo, Agosto 29, 2004
Samy já voltou de Sampa, mas teve problemas com a internet.Por isso estou saindo da pausa e blogando no lugar dela.
Meu dia ruim
Foi sexta-feira passada (26/08).Um monte de coisas deram errado, intercaladas com poucas coisas boas.Quase um drama mexicano, onde a vida é boa comigo para logo depois ser má, muito má (música da Thalia ao fundo).
O dia só não começou mal porque, na verdade, nem começou: eu não dormi na noite anterior.Insônia.Rolei na cama até dar a hora de ir para a faculdade. Peguei logo um ônibus, mas o tempo estava tão contra mim que cheguei ao cúmulo de ficar parada por 6 minutos em um sinal.
Sentia dor de cabeça e fome.Precisava de um doce para ficar mais feliz.E sempre tem um moço vendendo paçocas na porta da UERJ (5 por R$1,00), minha salvação!Desci do ônibus, peguei o dinheiro, até caí na rua (falta de comida) e...E nada.O homem não estava lá.Não havia paçocas, nem qualquer doce sendo vendido.Ainda era muito cedo.(toca uma canção triste).Passei a 1ª aula sofrendo de desejo.Uma coisa muito deprê.
MOMENTO BOM DA VIDA: Jonatas, um amigo totalmente do bem, comprou paçocas para mim.Quase chorei de emoção, se todos fossem bons assim não haveria guerras! (clichê brabo. Música da Thalia no último volume).
Depois da primeira aula tentei espantar o sono comendo, mas não consegui.Decidi matar a aula de Latim e ir para casa dormir.No caminho vi um sebo vendendo gibis a R$1,00.Fui animadona comprar, mas...O dinheiro tinha sumido.Minha memória me lembrou do lanche na faculdade.Gastei o dinheiro!Só tinha moedas para pagar UM gibi.
MOMENTO BOM DA VIDA 2:Com pena, a moça me deu mais um de graça.Quase choro.(Em algum lugar distante, Thalia esgoela uma canção).
Finalmente cheguei em casa, e...Cama até 17h.Assim que acordei, surgiu um problema: ia rolar uma festa no meu cursinho naquela noite.Eu tinha que levar docinhos, mas não dava mais tempo de fazer nada (aula às 19h).
Fui assim mesmo (eu já tinha pagado mesmo), e dei um fim à novelinha do meu dia.Nada mais clichê do que festa em fim de novela.Olha só:
Uma amiga que eu não via há tempos apareceu.Todos perdoaram o esquecimento dos doces.Ri horrores na festa, saí de lá com muito material para blogar.No fim, todos bateram uma foto.
--> Congela a cena nesse momento.Créditos passam por cima da imagem das pessoas.O último sucesso da Thalia toca bem alto ao fundo.Aparece o logo de uma emissora mexicana.
FIM.
Terça-feira, Agosto 24, 2004
O Diagnóstico
Ontem eu fui ao cardiologista.Conseguimos marcar uma consulta com rapidez, um milagre no mundo dos médicos.
Não cheguei a ser examinada, porque o doutor me fez o favor de atrasar a consulta em 40 minutos, e eu fiz o favor de ter uma vida própria regida por horários apertados, ou seja: estava com pressa.Terei que voltar lá, levando novos exames.
Mesmo assim, o diagnóstico saiu, porque tivemos uma longa conversa.Ele me argüiu sobre T-O-D-O-S os meus hábitos e como eu vivia.Resultado: stress.
Se tem uma coisa que eu não gosto em médicos, é que eles sempre dizem que eu estou doente por stress.A maioria dos mortais ouve que tem virose.Ambas são irritantes.Dessa vez, o negócio foi um tantinho mais sério, evoluiu para uma estafa.E o mal estar que eu senti na terça passada foi uma crise disso.Olha que doença chique, doença de gente ocupada.Ou frenética.No meu caso, dá no mesmo.
Os exames serão feitos assim mesmo para verificar se há algo de errado com o meu coração.Mas, independente disso, já é sabido que eu tenho estafa.O doutor falou aos montes sobre a adoção de um novo estilo de vida que eu devo realizar, reclamou das minhas poucas horinhas de sono (já me são um privilégio!), da falta de comida.Aliás, está aí o resultado mais grave de tudo, que eu já ia esquecendo: eu estou com anemia.
Ouvi tudo, não muito pacientemente porque estava atrasada, mas atentamente.E prometi voltar.Só não disse que ia regularizar tudo na minha vida, imagina, as aulas começaram ontem, e eu já estou atolada de matérias (eu abdico do sistema móvel de horários da faculdade e curso todas as matérias na ordem, quase um esquema de colégio).Mas não se preocupem, eu vou melhorar nem que seja um tantinho.Porque essa anemia não pode continuar.E eu preciso render, não adianta me matar e não dar resultados.
Pausa
Estou num marasmo profundo, muito desanimada (o fotolog me denuncia) e com muita pouca vontade de postar.Decidi então que vou fazer uma pausa, até a Samanta voltar.Ou seja, depois desse post, o próximo será dela.Mesmo que ela demore a voltar.
Como tudo tem exceção, se Samy não voltar nessa geração, tudo bem, eu posto de novo.
Segunda-feira, Agosto 23, 2004
Sou mais a minha!
Vendo o Jornal da Globo uma noite dessas, passou uma reportagem sobre Lan Houses.Entre jogos e rendimentos financeiros do lugar, aparece um jovem, com mais ou menos 14 anos.A repórter pergunta quanto ele gasta lá, por mês. "Ah,... R$150,00"."E quem banca isso?" , pergunta a repórter, prontamente respondida pelo menino: "meu pai".
Caraca, meu!Como assim R$150,00?!Tá bem que gosto não se discute, e o dinheiro não é meu, nem nada.Mas fiquei imaginando o que EU faria se meu pai me desse essa grana...Coisas melhores, ao meu ver, do que ficar jogando horas no micro (eu ainda sou da Era Super Nintendo, e jogando Mario Bros.!).
Olha só a minha listinha básica de consumo:
--> Viagem a Sampa.
Dar um role na Liberdade, comer Takôyaki (bolinho de polvo, minha paixão, que só vende lá), e ver a galera que deixei de ver por não poder ter viajado com a Samy.
-->Livros e mais livros.
Vício!Com tantos em casa...Mas sempre quero mais e mais!Ando de olho nos livros da Missão Portas Abertas, e querendo completar a minha coleção de livros do Vinícius de Moraes.
-->CDs.
CDs japoneses, se cada um fosse R$50,00 (sim, cd japonês original é um roubo de tão caro!), e fossem do Do As Infinity.CDs mais caros, levaria 2, e compraria algum brasileiro gospel, que eu estou muito precisada também.
-->Bolsas.
As minhas estão tão velhas, são praticamente da Era pré-cambriana, até dá pena de usar e judiar mais delas.Pena...Não vergonha!Continuo usando as bolsas idosas, mas bem que umas novas não me fariam mal.
Achou a lista fútil?Mas eu não disse que era nobre...
Domingo, Agosto 22, 2004
Esqueceram de nós
Na quinta feira passada, dia em que a Samy foi pra São Paulo e eu fiquei no Rio (sei que vocês devem estar de saco cheio de me verem reclamar por não ter ido à viagem. Sinto muito. Mas vou continuar reclamando), nós passamos o dia juntas.Fomos numa igreja lá em Bangu.
Não sabíamos a localização exata do lugar, então Samy pediu a trocadora que avisasse o ponto onde deveríamos descer.Ela olhou para gente com cara de enfado, e ainda por cima corrigiu nossa direção, mas ficou de nos avisar.Beleza.
Depois de cantar quase o CD da Pitty inteirinho, começamos a reparar que Bangu não chegava nunca.Mal esse comentário saiu das nossas bocas a trocadora olha para nosso banco.Primeiro com cara de nojo, depois com cara de medo.
-Ué!Ai...Esqueci de vocês...Era para vocês descerem há dois pontos atrás!
A Mulher praticamente insinuou que não ia deixar a gente descer ali.Ok...Ficamos esperando o ponto final que segundo ela era pertinho, mas que na realidade demorou duas gerações para chegar.
Esqueceram de nós-2
Então, chegamos no ponto final.Descemos do ônibus.A trocadora grita ao acaso, sem obter resposta (já que gritou para o nada):
-Olha, elas vão nesse próximo carro, tá? Elas perderam o ponto!Esqueceram de descer!
Esquecemos nada!!Ela é que não avisou, caramba!
Então, a porta do ônibus abriu, e estudantes passaram.Na hora de eu e Samy subirmos...A porta fecha.Na nossa cara!Mas nem deu tempo de gritar direito, a porta abriu de novo a gente subiu.Fomos sentar perto a outra trocadora, para que ela avisasse onde a gente tinha que descer.Novamente, Samy puxa assunto:
-Moça, a senhora pode avisar onde fica o Guanabara de Rio da prata?
-Hei, vocês entraram por trás por quê?Vocês são estudantes?!
-Não, nós...( a mulher faz movimentos para chamar a atenção do motorista, achando que a gente tinha dado calote)...A outra trocadora esqueceu de avisar para a gente descer, e então pegamos esse ônibus para voltar e...
-Ah, vocês esqueceram de descer!(subitamente aliviada de saber que nós não éramos caloteiras)Ô piloto!Pára aí no Guanabara de Rio da Prata porque essas meninas aqui ESQUECERAM DE DESCER!!
Mas de novo isso?!Não esquecemos nada, a outra trocadora é que não avisou!
-Sabe o que é, aquela trocadora do outro ônibus não avisou que vocês iam pegar esse aqui para voltar!
Praticamente uma conspiração para que a gente não chegasse na igreja!Mas no fim, deu tudo certo.Sem terceira continuação.
Sexta-feira, Agosto 20, 2004
Não foi dessa vez
Mamãe querida estava me contando sobre a apresentação que o coral onde ela canta fará.
-Ju, vai ser lindo!E é a nossa primeira apresentação em outras igrejas!
-Poxa, legal, mãe!
-Vai ser dia 22/08.
Acontece que quando ela me contou isso, estava tudo certo para que eu fosse para São Paulo no fim do mês, nessa viagem em que a Samy foi.Comentei isso com ela, explicando que não poderia vê-la cantar.Ela pensou uns três segundos no que eu disse, e depois teve um rompante de preocupação:
-Como assim?Mas se você vai voltar dia 22 dá sim tempo de me ver!Ah, mas você deve voltar de noite...E como assim "deve" voltar?!O que é isso?Juliana?
Fiquei sem entender, até que ela completou:
-Juliana, você não vai voltar de lá não?
Sim, eu teria que voltar, gente.Porque as aulas na faculdade recomeçam na segunda-feira(droga!).
Mas acabou que eu nem fui, vou ficar aqui blogando freneticamente, por mim e pela Samanta.E sonhando que estou em sampa...Que nem eu sonhei essa noite.
Quinta-feira, Agosto 19, 2004
Viagem Galera, vou estar indo hoje à noite pra Sampa numa reunião do underground e ficarei la por alguns dias, acho que vou ficar lá durante uma semana, por isso estou avisando que esta que vos fala não estará blogando nos próximos dias.
Mas vocês estarão como sempre em ótimas mãos, a Ju infelizmente não vai poder ir, mas estará atualizando o blog sozinha durante esses dias.
Prometo voltar com muitas histórias blogáveis, azar ou sorte daqueles que conhecem blogueiros, afinal, tudo sempre acaba vindo pra cá...
Beijão procês e a gente se encontra por aqui em breve.
Terça-feira, Agosto 17, 2004
O Hospital e As Horas
Como eu havia dito hoje, precisei ir ao hospital nessa tarde.Estava com minha famosa crise de "falta de ar+arritmia cardíaca".Porém, tudo muito mais intenso que o normal.
Entrei no hospital de tarde, 16:20, levada por papai querido.E desde então o tempo foi um suplício muito maior do que o meu coração batendo frenético em ritmo do olodum.Os minutos se arrastavam enquanto eu mofava na sala de espera por um médico.E olha que era um hospital particular!Mas nem sempre plano de saúde é garantia de algo, né?Claro, é melhor do que nada.Ainda mais quando quem paga é a empresa da mamãe querida.
Finalmente apareceu alguém para me ver.Não um médico, mas uma enfermeira.Ela ouviu minha história, e me encaminhou para o primeiro exame do dia: um eletrocardiograma.Como esse era simpríssimo, nem tive que tirar roupa nenhuma, bastou levantar a blusa.Tudo bem, então!
Depois disso, de novo o ataque do tempo.Minutos longos enquanto o médico analisava outros casos.os casos foram resolvidos.Chegou a minha vez.Eu e o médico conversamos.
-Mas o que você sente?
Eu digo o que sinto.
-Então, pelo que entendi, seu coração está, assim, batendo?
-Claro, doutor.Estou viva.
A conversa acaba.Uma longa olhada no meu exame, e a decisão é tomada.
Meu pai é encaminhado a uma sala particular, onde o doutor conversará com ele.Eu sou encaminhada para uma sala com uma maca.Deito.E ouço a enfermeira:
-Olha, você tá bem, fica calma.A gente vai te levar para ficar em observação, e fazer um novo exame, porque esse seu eletro deu uma pequena alteração, tá?Mas não se preocupe...(voz doce ao dizer isso).
Caraca, meu, eu vou morrer!!!E será hoje!!Fiquei calma, bem a tempo de dar de cara com um papai querido nervoso e fingindo que estava firme e forte.Sei, depois de hoje, que se ele entrar pro teatro morre de fome.
Tive que ir para um outro prédio, passando pelo meio de uma rua normalmente tranqüila, mas que justamente hoje estava infestada de pessoas que faziam cara de enterro ao me verem passar numa maca.Coberta por um lençol branco até o pescoço.
No outro prédio, horas de observação, e uma junta médica acompanhava o quadro clínico dos pacientes do andar.Fiquei lá na maca, em repouso, parecendo uma experiência laboratorial, envolta de fios, com eletrodos monitorando meu coração, o soro que gotejava o mais lento que era possível nessa dimensão.E enfrentando uma bateria de exames: de sangue, mais um eletrocardiograma, um ecocardiograma.Os últimos exames foram os piores, porque era necessário tirar a blusa e o sutiã.Fui de casaco para a maca, e depois estava congelada, sem blusa, com um gel de ultra-som (usado no ecocardiograma) gelado em cima de mim.Além de arritmia, estava quase com queda forte de temperatura, ali, exposta ao frio!
O doutor que fez o ecocardiograma se espantou com o meu nervosismo.
-Calma, olha, esse exame não te agride em nada, não tem radiação, n...
-Não é esse o problema.E daí a radiação?eu estou sem blusa, doutor.Esse é o problema!
Ainda tive que agüentar papai dando lição para mim, dizendo que eu era uma boba de ter vergonha porque "O moço é médico, e eu sou seu pai!O que tem demais"?Ué, tem que eu não sou modelo da playboy para ficar assim tão à vontade sem blusa e sem sutiã, oras!
Mas as horas passaram, minha mãe chegou, o resultado dos exames saiu.Eu tive arritmia, e parece que há sim um problema cardíaco.Terei que ir a um cardiologista, fazer novos exames.E ficar mais horas em uma outra clínica.Bom, mas por agora, estou viva.Com a recomendação de descansar mais.
Saí do hospital as 20:10.Ou seja, na verdade, não passei muito tempo á dentro, embora para mim e meus pais ter parecido mais de um dia até.O tempo é diferente quando se está presa numa cama.Imagina o que passam as pessoas internadas lá!Não importa o alto nível de um hospital, o tempo lá nunca será agradável.Não há nada que se possa fazer, a não ser esperar.Não há nada para ver, a não ser o sofrimento alheio.A melhor coisa ali foi orar, e saber que eu tinha Jesus Cristo como apoio.
Sabe, pior que enfrentar a loucura do tempo num hospital, e não ter dimensão positiva da eternidade.
Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Onde está???Alguém aí sabe onde está a minha inspiração? Existe uma coisa que eu sei bem, sei onde ela não está. E ela não está na minha cabeça, que é o lugar de onde ela nunca deveria ter saído.
Tenho sentido falta dessa inspiração. Ela sempre foi minha companheira, principalmente nas horas solitárias da minha vida, era a ela que eu recorria. Volta pra mim inspiração!
Mas de nada adianta, eu ficar aqui me lamentando porque estou sem a minha inspiração, o que posso fazer é tentar reconquistá-la logo, por isso vou lhes contar mais uma historinha da minha irmãzinha Stitch.
Será um pássaro, será um avião, será um pavão ou um urubu?
Minha irmã estava voltando de táxi da casa da minha vovó, com a tia da minha manhê, com minha manhê e meus dois primos (da mesma idade dela mais ou menos).
Ao passar por um cemitério, minha irmã Stitch avista um urubu e logo pergunta para minha manhê se aquele bicho estranho (o urubu) é um pavão. Todos no carro riem pela tremenda confusão que ela fez e minha manhê explica que aquilo é um urubu e que o pavão é uma das aves mais bonitas que existem, nem dá pra se comprar com aquela ave horrível que é o urubu. Imagino que minha irmã Stitch ao ver o urubu deve ter pensado: - Nossa, que engraçado esse pavão queimado e depenado... Coitadinho.
Carnívoros, herbívoros e claro, como não podia faltar... Ovíparos.
Nesse mesmo dia, nesse mesmo táxi, no mesmo bat canal e no mesmo bat horário, minha irmã Stitch e os outros dois primos começam a se questionar sobre os animais. Logo surge a primeira pergunta: - O que são os animais carnívoros? Ao que Stitch prontamente responde: - São os animais que se alimentam de carne ué. Outra pergunta surge: - E o que são os animais herbívoros? Stitch se adianta e responde: Ahhh, esses são os animais que comem verduras, vegetais... Essas coisas. (hummm, muito esperta essa menina) Mas não parou por aí, a seqüência de perguntas segue com outra pergunta: - E o que seriam os animais ovíparos? Stitch mais rápida que uma bala, mais rápida que o próprio "The Flash" responde: - Os ovíparos são aqueles que comem ovos, dhãããn... Comem ovos de galinha, ovos de codorna, ovos de páscoa... (retiro o que eu disse sobre essa menina ser muuuuito esperta, ainda falta acertar alguns detalhes, mas logo ela estará super esperta - pois como eu disse no meu outro post sobre esse assunto, ser gênio é de família...).
A resposta de Stitch foi seguida de uma enorme gargalhada da minha manhê, que chegando em casa, logo vem me contar todas essas histórias trizarras. Ao me contar a história dos "ovíparos" minha manhê quase não consegue chegar ao fim de tanto que ria. Ria principalmente porque Stitch havia dito que os ovíparos comem ovos de páscoa, o que me fez rir em dobro ao ver que minha manhê não havia percebido o quanto àquilo era engraçado, não tanto pelo "ovo de páscoa", mas sim porque ovíparos não são aqueles que se alimentam de ovos, mas são os que nascem deles.
Ninguém havia percebido isso. É... às vezes há essa pane no sistema cerebral.
Sábado, Agosto 14, 2004
Teatro, meu amor!
E já foi marcado o dia da
* 2ª MOSTRA DE ESQUETES DA CIA.TEATRAL CRIAÇÃO ESPONTÂNEA *
Ensaios previstos já para agosto!
Essa é uma ótima notícia, estou muito feliz!Saudades do palco...
Hector Gomez ligou para me avisar durante o jantar com a Abelinha.
-oi, mô, tudo bom?
-Oi, Suzu, é o H!
Conversa vai, conversa vem, ele me conta da mostra.E conta que eu já estou escalada para um esquete.
Acontece que sempre tem umas personagens que...Assim, cismam com certos atores.
Por exemplo: com o H, sempre é gay.Tem personagem gay?Alguém sempre lembra do H. E ele é hetero, diga-se de passagem.
Comigo, sempre é uma personagem de caráter duvidoso, alguém ruim, um demônio (sentido literal da palavra), uma mulher de vida fácil,...
Eis que eu, inocentemente, pergunto:
-Ah, e nisso aí eu sou o que?Sou prostituta, né?
Rimos da piada.Mas as pessoas da mesa não riram.Nem um pouquinho.Elas fizeram uma cara de espanto absurdo.
-Como é que é, Ju?Você vai ser o que?
-Ela disse prostituta?Gente, com quem ela ta falando?
-Ah, não sei, mas ela chamou o cara aí da conversa de "mô"!
Só então todos riram, me sacaneando, claro.E eu não consegui mais conversar por telefone, porque comecei a rir junto.
Mais um mal entendido que entra pra minha galeria de bizarrices...Mais um, em uma graaande lista!
Ah, a título de curiosidade: a minha personagem não é uma prostituta.
Um link para uma foto do meu fotolog, onde tem uns meninos da cia. Teatral,Clica aqui!
Sexta-feira, Agosto 13, 2004
A ex-nova loira do blog
Ontem eu fui pintar o cabelo.Queria uma cor mais clara do que o meu castanho médio.Escolhi, o Zé (o mago dos cabelos) pintou, e eu saí com uma cor maravilhosa.
Só um problema: eu não me senti maravilhosa com ela.Saí do salão toda feliz, mas quando me vi em casa, com os cabelos secos...Só faltou chorar.
Engoli as lagrimas, juro que nem as derramei.Mas entrei em crise.Coloquei um nick depressivo- e expressivo- no msn (Ju-->em crise com meu cabelo!).Fiquei todo o dia assim, me achando feia.E loira.Nem fui pro cursinho.Não queria por meu cabelo na rua.
Mas de noite tive que sair.Fui com mamãe querida comprar um tonalizante.Saí da farmácia com tinta+shampoo+condicionador+creme+chocolate.
Pintei o cabelo de novo.Escolhi a cor "Chocolate Ivete", da coleção de Chocolates picantes da Garnier.Em casa, depois que a tinta já estava no cabelo, olhei melhor a caixa e descobri que o nome completo do produto é "Chocolate Ivete-Loiro escuro dourado acobreado intenso".Como assim acobreado???De loira vou ficar ruiva??NÃÃÃÃÃOOOOO!!!!
Não fiquei ruiva.E não estou mais loira.Está mais escuro do que a tinta do salão, porém ainda claro.De qualquer maneira, estou mais feliz.Imagino que o Zé vai me matar depois, mas...Não, ele é tão fofo, vai me poupar.
Ainda estou me achando feia.Tá, eu nunca fui bonita...Mas estou me achando mais feia que o normal.
Uma pena que eu não tenho câmera digital, senão colocava meu cabelo loiro la no fotolog.Depois coloco uma foto dele com a tinta nova.E também lisinho!Porque estarei fazendo logo mais a famosa escova progressiva!wuhúúú!
Estou sempre fazendo coisinhas no cabelo.Mas ainda sou muito chata com ele, até pra cortar tenho uma crise.O pessoal do salão é que sabe minhas neuras...E me aturam com a maior paciência (disfarçam bem, pelo menos).
Depois contarei do meu cabelo liso.Dessa vez, sem dramas.
*Beijos especiais para todos que aturaram minha crise com o cabelo hoje: Thatá, Priscila, Best-sister-friend, Hello Nati e Débora.
=*
Quinta-feira, Agosto 12, 2004
Colóquio flácido para acalentar bovinoTenho demorado em postar né?! Como assim vocês nem notaram??? Óquei, tudo bem, a vida é assim mesmo, a gente escreve, escreve e ninguém nem nota...
Tem me faltado idéias para blogar... Óhh vida, óhh inspiração... Volte para minha leda mente...
Mas lá vai uma historinha família.
Crianças e suas conjugações verbais...
Minha irmã Stitch ao ouvir minha mãe dizer: - Você está toda produzida pra ir brincar na rua? Ao que ela prontamente responde: - Eu não me "produzEI" nada tá.
Pasquale deve estar louco neste momento... Que ele não me leia comentar isso...
Mas ela tinha umas sacadas quando era pequenininha que eram sensacionais. Uma vez ela disse ao meu irmão crânio-super-gênio ao ser indagada sobre os nomes de cada parte do corpo, quando ele indicou o umbigo perguntando o que era, ela respondeu: - Bigo.
Ele logo a corrigiu dizendo:
- Não Stitch, não é bigo o nome, é umbigo.
- Claro que é umbigo, a gente só tem um né?! Se a gente tivesse dois, seria doisbigo.
Uau, eu nunca havia pensado nisso... Família de gênios é outra coisa.
Óquei, agora você vai dizer que já tinha pensado nisso... Sei, sei... Finjo que acredito só pra não perder o comentário.
Quarta-feira, Agosto 11, 2004
O que é isso?!
Eu e mamãe querida estávamos pensando em viajar juntas esse ano.Destino: Gramado.Mas falando com a minha amiga Lora (lora mesmo, de cabelo loiro, não é Lora-burra não), que inclusive já foi para lá, me lembrei de algo muito intrigante...
Uma tia sua lhe trouxe uma camisa muito estranha de quando viajou para lá.Tem um ursinho estampado na camisa.Um ursinho todo ferido, arrebentado, cheio de curativos.Embaixo, a frase: "Apesar de tudo, adorei Gramado".
Como assim?Quer dizer que a gente se arrebenta em Gramado?E ainda fica amando a cidade, mesmo ficando destruído que nem o urso?Porque aquele urso quer dizer algo, claro.E esse "algo" é que você se arrebenta em Gramado, senão para que o bichinho ia aparecer todo estrupiado desse jeito?Será Gramado um lugar violento?Será que aquela camisa foi feita com o intuito de espantar os turistas?
Muitas dúvidas, e uma única certeza: essa é a camisa mais no sense da história.
Foto meramente ilustrativa.
O ursinho da camisa era diferente, mais estrupiado.
Era até roxo, tadinho, de tanto apanhar.
Sábado, Agosto 07, 2004
Aniversário e Saudades
Acabei de chegar da rua.Almocei com meus pais.Hoje é aniversário do papai querido.Na véspera do dia dos pais.
Fomos almoçar os três juntos, coisa que não acontecia há anos, literalmente.Meu pai não gosta de comemorar o aniversário dele, nem dá bola, e conforme eu fui crescendo a gente parou de fazer esses programas-familia.Passamos a comemorar essas datas especiais cada um na sua, e os programas se isolaram: eu passei a almoçar sozinha com minha mãe, e sair com meu pai era no máximo tomar um sorvete na padaria.
Hoje mamãe querida me acordou 11:30.Mandou eu levantar e me arrumar, porque iríamos sair para comemorar os 49 anos de papai.Dito e feito, quando ele chegou do trabalho estávamos arrumadas.Só que ele não sabia de nada.
Ficou meio revoltado e disse que não ia, mas depois se arrependeu e decidiu almoçar.No restaurante, ele falou "Poxa, e eu ia perder um programão desses! Desculpa, gente, e obrigada pelo presente! ".A gente ficou super feliz.
Eu já estava me sentindo de volta à infância com aquela reunião familiar.Para completar o quadro, no restaurante eles serviam de sobremesa pirulitos de chocolate.Os mesmos pirulitos que eu sempre ganhava do meu pai quando pequena!Caraca, esse almoço foi praticamente mágico, direto do túnel do tempo.
Na volta do restaurante, viemos pelos caminhos mais bonitos do Leblon: ruas arborizadas e beira da praia.Em vez de voltarmos depressa para casa, rodamos bastante pelo bairro, fomos pela praia passando por Ipanema e Arpoador, para só então voltarmos pra casa.
Tive a impressão de que, durante anos, eu não convivi com meu verdadeiro pai.Alguém roubou aquele homem feliz da minha infância e deixou no lugar um senhor cheio de obrigações, sem tempo nem para sorrir.Hoje, devolveram meu pai verdadeiro, e eu ouvi risadas, piadas e conversas animadas o dia inteiro.
Espero que ele continue assim.E espero que amanhã, dia dos pais, tudo aconteça de maneira ainda mais divertida, porque vamos sair os três juntos de novo.
Sei que esse post está fazendo um estilo diário.Mas às vezes as coisas joselitas e surreais que acontecem na minha vida dão lugar a momentos bonitos, do tipo que dão saudade antes de acabar -porque a gente sempre tem medo que as coisas boas acabem.Por isso, decidi blogar assim, tipo "querido diário".
Verdade?!
Mais pessoas dizem que eu emagreci.
Ou seja, mais pessoas mentem.
E mentir é tão feio...Tsk, tsk, tsk.O mundo está mesmo perdido.
Pegando carona nas histórias da Samy com o nome dela...
Explicando o Suzuhara:
Para quem não sabe, meu sobrenome verdadeiro é Santana.E eu não sou descendente de japonês.Como não gosto do sobrenome paterno (Santana é o do meio, da minha mãe e eu amo de paixão), costumava por outros no lugar, por brincadeira (Abrantes, Moraes, Hino,...).Esses também tinham seus motivos, mas era tudo uma diversão e eu não vou me aprofundar nessas escolhas.
Quando entrei para a Cia Teatral Criação Espontânea eu já assinava como Suzuhara há algum tempo,e o escolhi como nome artístico.Tinha a ver comigo, é japonês, bonito.Aí passei a usá-lo em praticamente tudo.
.:CURIOSIDADES:.
-->Suzuhara é o sobrenome de um dos personagens do desenho NEON GENESIS EVANGELION, foi de lá que o tirei.
-->E, até onde sei, o autor usou nomes de navios da 2ª guerra mundial como sobrenomes das personagens.
-->O nome é escrito com dos kanji: SUZU quer dizer "sino", e HARA quer dizer "campo", segundo meu amigo (japonês) Tomohiro.
Touji Suzuhara, personagem que me emprestou seu sobrenome.
Dica para o fim de semana...Os vigaristas''Matchstick Men''MENTEM
ENGANAM
ROUBAM
SE ARREPENDEM
... E VOLTAM A FAZER
TUDO DE NOVO
Um filme dirigido pelo premiado Ridley Scott (Blade Runner - O Caçador de Andróides)
Conta com a maravilhosa atuação de Nicolas Cage. Também no elenco Sam Rockwell e Alison Lohman.
FILMAÇO! Do tipo: Reclinem suas cadeiras e divirtam-se.
Isso já aconteceu comigo...Estava hoje no ônibus voltando pra casa, vindo da faculdade (Ps: Não vou fazer mais a faculdade esse semestre, só ano que vem - por favor, sem comentários a esse respeito, já tô cheia disso).
Mas então, estava eu voltando da minha enorme viajem de 3 dias até a faculdade, e tudo começou quando tive que pegar o ônibus no meio da rua. Óquei, alguns vulgos Juquinhas espertinhos, dirão que é claro que eu peguei o ônibus no meio da rua já que ele não sobe na calçada pra me buscar, mas me refiro a ter que pegar o ônibus no meio da avenida mesmo. Quase que fui atropelada por um motoqueiro, ainda tive que ouvir: - Você tá no meio da rua gatinha! Quer morrer??? Nessas horas dá uma vontade louca de não sentir aquele susto de ser atropelada e responder: - Óh sim, eu quero ser atropelada sim. Desde pequenininha que eu sonho em morrer atropelada por uma moto enquanto eu estou subindo num ônibus. O senhor poderia me fazer esse favor? Ahhh, obrigado. Mas toma bastante distância hein, não quero ficar toda quebrada, quero morrer mesmo. Presta atenção!
Bom, depois de subir no ônibus com o coração disparado por pensar que seria atropelada por uma motoca, paguei a passagem com o vale-transporte que recebi de troco e tive que agüentar cara feia do cobrador. Me deparei com um ônibus quase lotado.
Pausa para refletir...
O que seria isso? Seria como a propaganda antiga do Tostines? ''Vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?''
Um ônibus quase lotado é aquele que se encontra com todos os lugares pra sentar, lotados. Óh vida, Óh azar!
Mas logo subiu uma mulher no ônibus pra me tirar daquela solidão constrangedora e me fazer companhia em pé - o que me deu motivos suficientes para estar aqui blogando - pois depois de uns 10 a 15 minutos em pé vagou um lugar na minha frente e eu sentei - óbeveo. Mas coitada da mulher que me fazia companhia em pé, o ônibus toda hora vagava um lugar, mas menos onde ela estava em pé e quando ela resolveu trocar de lugar, o lugar onde ela estava anteriormente em pé, vagou lugar...
Eu acabei dormindo, e quando acordei próxima de casa (plim - isso 1 hora depois) vi que a mulher ainda estava em pé.
Isso já aconteceu comigo, mas não durante tanto tempo como no caso dela, só consigo pensar que ela era muito lerda, e junto com isso, muito azarada. PelamordeDeus!
A vida é como rapadura, é doce, mas não é mole.
Sexta-feira, Agosto 06, 2004
Enquanto uns entram de férias, outros...Pois é, eu começo as minhas aulas segunda-feira. Dessa vez vai ser diferente do meu primeiro dia de aula, até porque meu paiê não vai me levar pra faculdade, eu irei sozinha na minha grande caminhada até lá... Ela fica além da montanha, depois de atravessar um rio comprido, escalar o Everest, enfim chegarei próximo ao fim do mundo, assim estarei mais próximo à minha faculdade. Uma saga que não haveria palavras suficientes para contá-la, nem paciência para lerem.
Mas estou empolgada, sabe como é, as aulas ainda não começaram, por isso a breve empolgação. Já tenho a minha primeira pergunta quando se iniciarem as aulas...
- QUANDO COMEÇAM AS FÉRIAS???
Vou cursar design gráfico. É mais abrangente do que o que eu ia fazer inicialmente, mas não deixa de estar ligado à área que escolhi primeiramente, que seria web design. Estou feliz... Estou muito feliz mesmo.
Toda bobinha eu... Ai, ai, preciso comprar lapiseira, fichário, canetas coloridas... u-huuu...
Aproveitem meu momento empolgação, pois ele vai passar, mas acho que vou continuar feliz. Por que? Porque eu quero, só isso.
O último post foi falando sobre o meu nome, vocês lembram? Não né, mas vamos fingir que lembram...
Então, agora me ligaram da faculdade me chamando de Fernanda e recebi uma carta hoje - também da faculdade - com o meu sobrenome escrito certinho, mas o nome era Fernando. Acho que eles gostam muito deste nome, acho que todos na faculdade devem se chamar assim, quase uma gíria universitária específica da minha faculdade. O pior foi eu convencer o carteiro de que Fernando era eu, ele deve ter pensado que eu era um transexual. Só eu mesmo para enfrentar esses fatos bizarros.
Quinta-feira, Agosto 05, 2004
Estou oficialmente de férias na UERJ.E tudo o que eu desejo agora é pelo menos dormir 12 horas seguidas.Não tenho dormido nem 7 horas ultimamente.
Mas tem horas que dá vontade de largar tudo.Enche o saco o mundo ao redor, enche o saco as coisas, as escolhas, as opções.
Se minha vida e meus esforços não derem certo, eu já tenho um plano.Vou morar em outra cidade, bem longe.Com o tanto que eu já estudei, posso dar aulas em uma escola da região.E aulas particulares para crianças até a 4ª série.
Depois eu me apaixono por algum rapaz, que tenha uma profissão honesta, e me caso bem novinha.Terei tempo de ter um monte de filhos.Uns três, pelo menos.
Pronto, é isso.Vou ser uma professora.Perfeito!
Meu medo é que nem esse plano dê certo, e eu acabe uma professora encalhada.Por quê?Ué...Por uma série de coisas.Coisas que não cabem aqui, nesse post.Ou melhor, coisas que já estão inseridas no post, mas que ninguém vai reparar.Claro, porque quem tinha que ler isso nunca lerá.Ou, se ler, também não vai entender.
Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Duas Caras - Duas Caretas
HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA
Hi! My name is...Meu nome parece ser um nome muito difícil - para aqueles que são desprovidos de encéfalo.
Óquei, óquei... Desculpem-me o mau jeito...
É um nome meio made in U.S.A e deve ser por isso a dificuldade, eu compreendo, ou pelo menos tento.
Mas vamos ao que interessa.
Senta que lá vem à história...
Quando eu era pequena eu não gostava muito do meu nome, não por mim, mas porque era diferente de todos os nomes e as outras crianças não conseguiam falar ele direito, mas depois que eu cresci acho que aprendi a gostar dele. Hoje sou apaixonada pelo meu nome. Soa bonito. Eu AdÓuro!* SAMANTA.
* Expressão by Nizoca
Mas dentre todas as piadas possíveis de se fazer com o meu nome a que mais gostavam, e ainda tem alguns Juquinhas que se utilizam desta piada ultrapassada para fazer gracinha, é a de que eu tenho nome de bruxa, é isso mesmo, vocês não leram errado, eu tenho nome de b-r-u-x-a.
Os mais antigos diziam que a meia noite, opa... Não era isso que ia dizer.
Os mais antigos, aqueles dos famosos tempos do ronca, os que assistiam a série da ''Feiticeira'', adoravam me mandar mexer o nariz e fazer uma mágica assim como a personagem Samanta o fazia na série. E lá ia eu, pequenininha, onde mal conseguia fazer os gestos naturais com o rosto tinha que tentar a proeza de realizar facetas com o nariz para satisfazer a piada amarela dos adultos.
ÓÓÓhhh... Meus queridos amiguinhos vocês acham que me livrei disto??? NÃO!!!
Eu ainda tenho que fazer essas graças faceais para que os marmanjos não fiquem desolados e descubram que eu não sou essa bruxa, antes fosse e pudesse realizar meus desejos, mas a verdade é que eu não sou e nem a tal mulher que fazia a série é, então porque não desistem dessa piada tosca e partem pra outra? PelamordeDeus! Vira o disco pelo menos.
Mas se vocês querem saber, já ocorreu coisa pior que isso. Essa personagem, a Samanta, tinha uma filha que se chamava Tábata... É isso mesmo que vocês imaginam meus queridos, erravam o meu lindo nome complicado e me chamavam de Tábata, a galera mais velha era fissurada nesse seriado, falta do que fazer é fogo. Ou na melhor das hipóteses, o seriado realmente era uma pérola dos tempos antigos. Devia de ser o Matrix dos Flinstones em efeitos especiais.
Depois disso ainda tinha os que não assistiram a série direito e confundiam meu belo nome com os de outras bruxas qualquer, poxa... Já tava até acostumada em ter meu nome associado ao de uma bruxa específica e vem esses tontos e tentam associá-lo a qualquer bruxinha por aí, tipo ''Genie é um gênio'', ''Sabrina, aprendiz de feiticeira'' e por aí vai...
Teve até uma vez em que uma garota (dos tempos modernos) que cismou que meu nome era Sabrina - na cabecinha dela era tudo bruxa, sabe como é - aquele papo do encéfalo, lembram?
Então... Ela toda hora me chamava de Sabrina, lutei com todas as minhas forças fazê-la entender que eu não era Sabrina e sim Samanta, cheguei ao cúmulo de me apossar das piadinhas infames e dizer que ela estava trocando as bolas e as bruxas, mas nada dava jeito, então comecei a não atender mais... Vocês pensaram que isso resolveu as coisas, não é?... Não é.
Não resolveu, ela vinha, me cutucava e me chamava de... Sabrina. Então eu desisti, lembrei do velho deitado que sempre dizia que se você não pode com o inimigo você deve se juntar a ele. E foi o que eu fiz, comecei a atender quando ela me chamava de Sabrina. Então aí a piadinha perdeu a graça e ela começou a me chamar pelo meu nome correto. É, também desconfio de que ela seja a filha do BOZO. Mas pelo menos passou a me chamar pelo meu nome.
Esta é a saga do meu nome e, por favor, piadinhas à parte.
Bom coleguinhas...
Aí vai uma dica e inteiramente ''de grátis'': Se for pra fazer piada sem graça... Que se faça direito, pra pelo menos rolar aquele sorrisão amarelo e não aquela raiva interna naqueles que são o alvo dessas piadas infames.
Terça-feira, Agosto 03, 2004
a AVON enfraqueceu
Eu sempre fui louca por um massageador.Um desses de madeira, uma bolota grande com quatro pedaços de madeira, e uma bolinha em cada pedaço (descrição tosca...).Isso porque eu tenho tanta dor na coluna e no pescoço, e há tanto tempo, que já deve ser crônica.
Na casa de tia Dica, certa vez, eu e mamãe querida vimos um desses.A cena foi bizarra:
-Filha, olha!!
-Um massageador?!
Então me joguei na cama da tia, e minha mãe me fez massagem.Que sensação boa!Alívio para minhas costas, felicidade para minha mãe, risos de espanto para minha tia.
Então, uns meses depois, folheando uma revista da AVON...Tcham tcham tcham tcham:O MASSAGEADOR!!Wuhúúú!!
Fomos comprar correndo, claro.Eu sempre amei AVON, a maior parte da minha maquiagem eu compro lá.Sempre fui uma cliente satisfeita.
Até que o produto chegou...Muito menor do que eu havia imaginado!Caraça, esse é um massageador tipo "small", só pode ser isso!
Comprei o massageador da Barbie...Vou demorar gerações até massagear minhas costas com aquilo.
Propaganda Enganosa?!
Hoje vi escrito, num banner da traseira de um ônibus,coisas sobre um Hotel Fazenda.
"Férias para toda a sua família! Parcelamos tudo em 6x sem juros!
Curta as delícias do campo, e participe das nossas festas Julhinas!".
Opa!Festa JULHINA?O que é isso?Não deveria ser "julina"?
Alguém sabe o que é isso?
Amar é mais do que saber deixar alguém te amar. Eu posso dizer que estou aprendendo amar.
A cada dia eu aprendo e ultrapasso mais uma etapa desta que deveria ser a mais fácil de todas as minhas ações. Amar ao meu próximo como a mim mesmo.
Estou aprendendo a aceitar as pessoas assim como elas são, não obstante de desejar que possamos crescer juntos em sabedoria diante de Deus, mas aceitando-as com as suas peculiaridades e diferenças.
Aprendendo a entender que muitas vezes aquilo que difere pode completar. Estou aprendendo a amá-las mais ainda, quando elas me desapontam, quando fogem do ideal que imaginei para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas, pois o galardão não está em amar aqueles que nos tratam bem, esta é à parte fácil de aprender a amar, mas busco me aperfeiçoar no amor, aprendendo a amar aqueles que não correspondem como espero, que não falam aquilo que anseio. Estou aprendendo assim crescer em amor.
Estou aprendendo a escutar, escutar o som das coisas, pois tudo fala, basta aprender ouvir. Estou aprendendo a escutar o belo som do silêncio, que às vezes ensurdece. Estou aprendendo a escutar o som das ações que devem falar mais alto que as palavras. Escutar com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos. Escutar o que diz cada gesto... Escutar aquilo que o coração diz e eu não consigo ouvir. Quero ser aquela que sabe escutar o que quer dizer os ombros caídos, o olhar distante, as mãos inquietas. Escutar a verdadeira missiva que se esconde por entre as palavras prosaicas, superficiais; Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta, o medo iminente, a tristeza arquivada.
Quero ir mais fundo... Quero adentrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vanglória exagerada, a felicidade artificial, a gargalhada insossa. Quero sim, descobrir a dor de cada coração.
Aos poucos, estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo com isso a perdoar, pois o amor perdoa. Perdoa e esquece sem se lamentar. O amor lança fora às mágoas, e apaga as cicatrizes que a incompreensão, a insensibilidade e a indiferença registraram no coração ferido. Estou aprendendo que 'quando alguém nos ofende, nos magoa ou nos causa mal, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar. Porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração; onde vento nenhum do mundo poderá apagar'. *
O amor se difere por não alimentar mágoas com pensamentos dolorosos, lembranças tristes e sentimentos rancorosos. Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração.
Pouco a pouco, estou aprendendo a perdoar e assim viver o sentimento puro do amor verdadeiro. Perdoar pode sim, significar amar.
Estou aprendendo a descobrir aquilo que não se busca mais. Estou aprendendo a descobrir o valor individual de cada ser humano, o valor que cada vida tem e trás dentro de si. Esse valor que é abafado pela rejeição, pela falta de compreensão, de carinho, amor e aceitação. Aquilo que foi afogado pelas duras experiências que alguns passaram ao longo dos anos e que fizeram com que o valor próprio fossem perdidos.
Estou aprendendo a ver além do que os meus olhos podem ver, estou aprendendo a realmente enxergar a alma nas pessoas, e não apenas aquela capa protetora que disponibilizamos pra que os outros vejam e apreciem. Estou aprendendo a enxergar as possibilidades que Deus dispõe a cada um de nós.
Estou aprendendo, mesmo que a passos lentos. E agora eu vejo o quanto é difícil amar, amar como Cristo amou a todos nós. Este que é o ápice de amor supremo, pois assim como diz em João capitulo 15 verso 13 que ''Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos'', este é o amor de Cristo por nós, capaz de dar a sua própria vida afim de que fossemos salvos, mesmo sem merecermos. (''Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna'' João capitulo 3 verso 16).
É este o amor que quero dispensar as pessoas. Quero buscar ser igual a Cristo, andar como Ele andou e amar como Ele amou e ama. Quero nunca desistir deste objetivo maior em minha vida, mesmo que errando, tropeçando, caindo, me machucando, mas me levantando e prosseguindo este alvo, pois estou aprendendo a cada dia. Aprendendo firmada naquilo que João disse no capitulo 3 verso 30 ''É necessário que Ele cresça e que eu diminua''. É embasada nesta verdade que prossigo, buscando a cada dia que Cristo cresça em mim e que eu diminua, as minhas vontades mesquinhas, o meu interesse avarento, o meu orgulho próprio, as minhas dores ínfimas, a minha ambição sem limites, a minha maldade crescente, quando estes só revelam o meu amor próprio e me impedem de crescer em graça e sabedoria diante de Deus, anteparando a felicidade do meu próximo.
É assim que tenho aprendido amar, com aquele que sempre foi e sempre será Mestre. Tenho aprendido amar com Cristo, e tem sido maravilhoso e mais que recompensador, tenho podido assim viver experiências únicas que só aqueles que se dispõem a aprender amar serão capazes de vivenciar.
Busque você também aprender a amar de verdade, ir a fundo no que é o amor, não esse amor que é vendido no mundo, mas um amor verdadeiro. E quando você tiver desfrutando das melhores e mais inesquecíveis experiências lembre-se de Deus e aí você vai entender a profundidade do que diz em I João capitulo 4 verso 19 ''Nós o amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro'', então perceberá o que Cristo disse: ''Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor'' (João capitulo 15 verso 9), e seguirá o mandamento ''O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei'' (João capitulo 15 verso 12).
Aprenda amar você também! Ah! E quando tiver aprendendo amar, não se esqueça de mim tá?!
*Trecho de uma lenda árabe.
Segunda-feira, Agosto 02, 2004
O Rádio e Eu
Hoje papai querido comprou um rádio novo para o carro.Quando ele veio da rua, eu não estava em casa.Assim que cheguei, ele me mostrou a nova aquisição:
-Olha, filha, comprei o rádio novo!
-Legal, pai.
-Pois é, né?Aquele estava horrível, nem tocava mais CD!
Realmente, não tocava nada.Os cds pulavam freneticamente.
Mas então ele incluiu mamãe querida na conversa:
-Estava na hora de trocar o aparelho mesmo.Poxa, dava dó ver a Ju reclamando que não podia ouvir nenhum CD porque o aparelho não aceitava mais tocar!Pensei na minha filhota e fui aproveitar a promoção!
Pensou em mim?
Lembrei de um momento inesquecível por causa do rádio.Estávamos saindo, e eu pedi:
-Pai, posso levar um Cd para ouvir?
-Claro, filha!Mas não leva aqueles Cds japoneses malucos não, ta?
-...
-Ah, e nada de rock pauleira, hein!
-...
-E nem pense em levar música de crente! (eu e mamãe somos cristãs, mas papai não).
-Pô, pai!Mas eu só tenho CD de música japonesa, rock, e música gospel!
-...Hum...Então deixa que eu escolho.Pega um do "BRUNO E MARRONE" aí.
- :-|
Percebam que alguém com meus gostos musicais não gosta nenhum pouco de sertanejo.E percebam que o mesmo pai preocupado em comprar um rádio para filha obriga a mesma a ouvir freneticamente Cds que ela odeia, anda por cima reprimindo os gostos musicais da pobre jovem.
Lembrei-o desse diálogo que tivemos, e disse que o rádio foi comprado por ele para ele, e não para mim.
-Cruzes, Ju...Eu achei que você ia ficar feliz.
Ah, eu fiquei, claro.E ainda estarei enquanto meus ouvidos não captarem acordes como "Seu guarda, eu não sou vagabundo, eu não sou delinqüente..."
Domingo, Agosto 01, 2004
Saudosismo escolar Estava me recordando do meu primeiro dia de aula, quando eu tinha apenas 5 aninhos.
Uma breve explicação...
Estou meio saudosista esses dias... Na verdade, não há como eu me enganar - sou uma pessoa saudosista e pt saudações. Acredito que a minha infância foi à última grande infância. Hoje as crianças estão crescendo rápido, perdendo a inocência mais ligeiro do que consigo acompanhar. As vantagens disso tudo tem sido a tecnologia e a facilidade da vida moderna, mas isso é assunto para um outro dia, vamos voltar ao tópico inicial.
MEU PRIMEIRO DIA DE AULA.
Como eu havia dito no início, quem me levou pra escola foi meu paiê. Estava eu matriculada no C.A. (Classe de Alfabetização). Meu uniforme era uma sainha verde escuro e uma camisetinha branca, com os detalhes das bordas das mangas e da barra da camisa em verde escuro também, tênis branco e meia branca. Estava de cabelo preso, rabo de cavalo. Acordei cedo aquele dia. Estava um pouco nervosa, mesmo sem saber ao certo o que me esperava, não sabia o que significava bem ir para escola. Meu paiê me deu o café da manhã, me arrumou, minha mochila já estava arrumada desde o dia anterior... E lá fomos nós a caminho da escolinha. Lembro-me como se fosse hoje o que fomos conversando pelo caminho, meu paiê ia dizendo que eu era a grande garotinha dele e como era feio aquelas crianças que ficavam fazendo escândalo quando os pais tinham que ir embora. O medo de toda criança não é o fato de ir para escola, esse medo vem depois que a gente cresce, quando a gente começa a pensar que nunca mais vai sair de lá e daí não se quer ir pra escola de vagabundagem mesmo. Mas quando se é criança o medo é de que o paiê da gente nos deixe lá e não volte nunca mais, até porque meu paiê nunca fumou, então o medo dele dizer que ia comprar cigarro e nunca mais voltar nunca existiu na minha vida.
Mas fomos caminhando a passos lentos para escola, não porque ele andava devagar ou eu não era ligeirinha, mas porque saímos cedo de casa mesmo. E assim fomos, com meu pai me preparando para o que ia acontecer e as cenas que eu haveria de presenciar. Quando chegamos na escola ficamos conversando na calçada e fui vendo muitas outras crianças chegando, senti um frio enorme na barriga e aí o inevitável aconteceu... O portão principal se abriu e todos se dirigiram para lá, inclusive eu e meu paiê. Meu paiê se abaixou e me disse, ''minha grande garotinha, lembre-se do que a gente combinou'' - a gente não tinha combinado nada, mas tudo bem, ta valendo assim mesmo - ''você vai pra escolinha agora e mais tarde o papai vem buscar você''. Óquei, eu pensei, mesmo com aquela vontade de chorar presa na garganta. Eu não podia decepcionar o meu paiê, então eu não chorei. Fui entregue a tia Beth e fui caminhando para a classe junto com as outras crianças, algumas berrando, outras se esgoelando, outras apenas quietinhas e eu... chorando baixinho. Senti pela primeira vez o medo da separação, ele havia ido embora e lá estava eu, com outras crianças tristes como eu por terem sido deixadas pelos seus pais. Algumas estavam revoltadas, hoje penso que elas se sentiram abandonadas pelos seus pais e deviam de estar a imaginar como eles puderam cometer aquela crueldade com eles, afinal eles nem eram tão maus assim para se tornarem dignos de serem abandonados na escola - ou não, talvez este seja apenas o meu vão pensamento quase adulto afim de racionazilar um sentimento infantil.
Depois desse primeiro impacto eu tive até um dia bom na escola, mesmo algumas vezes me lembrando do meu paiê e pensando porque ele ainda não tinha ido me buscar. Afinal, já tinha se passado 10 minutos que eu estava lá, eu já tinha aprendido a lição. Brincadeirinha. Eu passei bem o dia de aula, fui a grande garotinha do papai e às vezes sinto-me sendo assim até hoje, ou pelo menos me esforçando ao máximo, assim como naquele dia.
Valeu papai!
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