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Domingo, Novembro 20, 2005
Olho podre
Como eu contei aqui, no dia 11/11, sexta-feira, meu olho amanhaceu inchado e dolorido. Fui na farmácia, e me falaram que era terçol. Viajei para um retiro da minha igreja, eu e minha pomada anti-terçol. Só que o olho inchava, inchava, e nada de melhorar. Me revoltei e abandonei essa pomada podre, eu hein. Mamãe querida ainda veio defender a pomada, que "tá curando tudo, tá pondo essa inflamação pra fora, filha". E eu lá quero algo nojento saindo do meu olho? Eca!
Enfim. tentei ir num hospital domingo, mas lá não tinha oftalmo. Tive que ir numa clinica especializada na segunda-feira. E o médico disse que era um entupimento de uma glândula, pra passar o colírio tal e fazer compressa de água morna por uma semana e voltar lá, passe bem e tchau (tudo isso em 5 minutos). Ok. na terça eu até recebi oração na igreja. Quarta feira a tal bolinha melhorou... mas quinta surgiu outra! Muito maior, na parte superior do olho direito (a outra era na inferior). Em crise, me isolei no fantástico mundo de Bobby Juliana Suzuhara e já imaginei tumores oculares, uma deformação sem volta, algo que me deixaria que nem o menino de um olho grande e um pequeno do "Oblongs" ( desenho que passa sexta de madrugada no SBT).
Nessa sexta-feira passada voltei na clínica. O doutor que tinha me atendido estava com paciente, então fui atendida por uma médica muito zen. Ao ver a tal bolinha nova, ela disse que era o mesmo caso. Só que dessa vaz ninguém ia me mandar embora em 5 minutos!! Perguntei como isso aconteceu, porque inchava se eu já estava medicada...
Então, ela disse que eu era alérgica, e ela notou isso porque eu vivia coçando o olho. Talvez por isso essa glândula tenha entupido. Mandou eu ir num alergista e fazer o teste de alergia, aonde eu recebo muitas injeções com substâncias que podem me causar alergia. E ela também disse que, se em uma semana a bolinha não sumir, o médico tira pra mim, numa MINICIRURGIA OCULAR.
Cara, uma microcirurgia! E ela me conta isso calma que nem água de poço.
Contagem regressiva até a próxima sexta.
Que medo de ficar assim!
Segunda-feira, Novembro 14, 2005
Plantão Médico
Dias desses, no MSN, namorado querido ficou muito quieto. Depois, começou a falar injuriado. Eis o motivo:
Estava ele calmo que nem água de poço, quando sua avó grita desesperada
- Zé, vem aqui me socorrer!!!!! *voz chorosa*
Corre o menino pro quarto dela, aflito.
Namorado querido - Que foi, vó?
Avó - Abre essa janela pra mim, por favor...
Aconteceu, juro.
-___-"
Domingo, Novembro 06, 2005
Prova eliminatória de inglês para os vestibulandos de Relações Internacionais
Quando eu saí da PUC há pouco tempo, respirei bem fundo, pra não deixar cair nenhuma lágrima. Mas, em casa, quem pode ser forte quando sozinho? Sem platéia não há necessidade de máscaras, então eu podia chorar a vontade. Não consegui acabar a prova. Eram três questões, e cada um deveria conter de 20 à 30 linhas. Quando eu estava passando a terceira questão a limpo, toca o sinal do fim da prova. Metade da questão feita a caneta; outra metade a lápis. E as duas primeiras questões passadas a limpo, mas com lápis por baixo. Nem apagar o rascunho eu podia. Minha prova ficou inacabada e suja.
Sensação de impotência total!! Porque se eu faço a prova inteira e não passo, ainda tem o pensamento de "poxa, fiz o possível". E agora? Nem o mínimo eu fiz!!! Faltou metade de uma questão, e nem a parte de lápis tava boa: no total ela só tinha 15 linhas.
Mais uma vez, eu ouvirei a famosa frase "tem o ano que vem, Ju!". Tem SEMPRE o ano que vem. Fala sério, essa frase só acalma quando você reprova no primeiro exame. Mas quando se faz o TERCEIRO vestibular e não passa nele, o que a menção do ano que vem traz não é esperança, mas desespero. Daqui a pouco terei 30 anos, e ainda vou contar com a prova do ano que vem, é?
2005 foi o PIOR ano da minha vida até agora. Ódio mortal das burradas que fiz nesse ano, que me mataram por dentro. Dormi o ano todo num limbo, e quando saí da neurose estava numa roda viva de acontecimentos. Foi como ficar em coma, e quando acordar ver toda sua vida acabada. Tentar salvar algo de você e ver que seus esforços de hoje são prejudicados pelas consequêcias do que você fez. Nunca me pareceu tão pertinente dizer que "para entender o presente, devemos buscar no passado". Se eu for me ver há uns 6 meses atrás, nem me reconheço. Aliás, não me reconheci hoje, na PUC: parada no ponto de ônibus, com cara de choro, as calças largas de 8 kilos perdidos por tristeza. Não gosto desse meu retrato.
Tenho 19 anos. Por um lado sou novinha e tenho todo tempo do mundo; por outro, já tenho quase 20 e preciso fazer minha vida. Choro pelas minhas burradas, pelos meus medos, e pelos cadáveres de tudo que eu queria e perdi. Não posso culpar ninguém, e se eu tiver que fazer justiça com minhas próprias mãos, vou me bater até não aguentar mais. Como diz uma certa frase, "Você é seu pior inimigo".
Não aguento mais fazer vestibular, ENEM, e agora não aguento mais perder essas e outras chances. Ano que vem vou trancar a UERJ e vender artesanato na praia. Editar uma folhinha com uns poemas e oferecer no ônibus por um real. Sei lá.
***Antes que alguém venha com papos de "Você é responsável e não adiantar lamentar aqui", isso é só um desabafo, o blog é MEU, e a única pessoa que pode reclamar do que posto é a Samanta, a outra cara do blog.
PS: Moleca, não pude comentar no seu blog porque não podia postar anônimo e me enrolei fazendo o tal cadastro (que eu não tenho), mas guardei o texto do comentário aqui. Se quiser e tiver como, te passo ele.
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