|
Sexta-feira, Outubro 12, 2007
De boas intenções...
Não vou entediar ninguém com os assuntos das provas da faculdade. Só de pensar na quantidade de avaliações que estou fazendo... me dá sono. Então vou desenterrar uma história que ouvi de Roubalisa (ainda estou em dúvida quanto ao apelido, mas ele combina bem com o post). Uma cândida historinha que nos mostra a pureza da infância.
Pois bem. Roubalisa era uma menina com muitos sonhos e desejos, todos de ordem financeira. Menina consciente, não quis dar trabalho em casa. Com sede de independência, decidiu que ela mesma tinha que conseguir o que quisesse. Então, descobriu um meio para obter o que desejava: o roubo.
Um dia, foi em uma loja de brinquedos com uma tia. Decidiu levar de presente para as primas bonecos do Topo gigio. Colocou vários na mochila. Tudo podia ter dado certo, mas...
Roubalisa - Mano, eu era tão inocente, mas TÃO INOCENTE, que contei pra minha tia dos topo gigios roubados!
Ju – Como assim inocente? Você estava roubando!
Sente só o conceito de inocência da criança, sente.
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Salão de Beleza
Esses dias eu fui ao salão e devo confessar que foi uma experiência, digamos, única. Eu queria cortar o cabelo porque faz tempo que eu não corto. Não agüentava mais aquela cara de Maria Mijona.
Cheguei ao salão e tive a impressão de que ninguém tava a fim de trabalhar naquele dia. Mas e daí, ninguém nunca ta a fim de trabalhar, mas é preciso. Como dizia o grande filósofo: O ruim não é ter trabalho, o ruim é ter que trabalhar (Seu Madruga) – mas isso é assunto para outro post.
O ruim é que se num salão os cabeleireiros não estão a fim de trabalhar, você pode ser o objeto aonde eles irão extravasar um sentimento reprimido, o que pode dar em um corte único e inovador ou num caminho de rato que te fará sumir do mapa por uns 8 meses.
Me levaram então para lavar a cabeça. Ahhhhh... Um dos momentos mais relaxantes para quem tem o prazer de lavar a cabeça num salão (salão de shopping então... rola até massagenzinha). Estava lá eu, ansiosa pela massagem na cabeça, e de repente começa uma arranhação sem fim. É isso mesmo. A mulher começou a arranhar o meu couro cabeludo. Juro que eu pensei: “Que merda é essa?! Só pode ser uma técnica dolorosamente nova.” Agüentei até o fim. O cara que estava do meu lado, ou não estava sofrendo como eu (e estava ganhando uma massagem daquelas) ou ele gostou da arranhação na cabeça dele. Só sei que eu já estava pedindo a Deus pra aquilo acabar logo e aproveitava para me martirizar por não ter lavado a cabeça em casa.
Saí de lá com a cabeça pegando fogo! Mas tudo bem, quem esta na chuva é pra se molhar e quem está num salão é pra se cortar... (não é exatamente assim, mas vocês entenderam).
Sentei pra cortar o cabelo e aproveitei para olhar no espelho se não estava escorrendo sangue da minha cabeça. Estava tudo ok. Pelo menos o que eu consegui ver.
O cara que ia cortar o meu cabelo desistiu para poder cortar o cabelo de um molequinho... Vocês acreditam?!?!?! Pensei. Vai lá! O desafio aqui é grande e tem que ter cacife pra encarar, mermão (sentiu a marra né).
Chegou então a outra cabeleireira, errando meu nome, não ouvindo as pessoas chamarem e por fim dizendo que estava com a cabeça nas nuvens. Ahhh, que bom! Fiquei mais tranqüila sabendo que ela estava com a cabeça nas nuvens e poderia aproveitar para cortar o meu cabelo no formato de uma.
Veio então a pergunta fatídica. Como você quer cortar? Olha, eu não sei se vocês sabem, mas os cabeleireiros tem um dialeto próprio. Eu só consegui dizer, r-e-p-i-c-a-d-o. “Mas você quer repicado na franja estilo degradê e atrás com volume ou pesado, podemos dar um leve balanço, que tal???” Hãn... O que? Onde? Como? Achei que ia cortar o cabelo?! De repente ela vem e me falar de volume, balanço??? Virou balada e ninguém me avisou?! Dei um risinho sem graça e disse: Ahhh, faz tipo assim sabe (mexendo no cabelo). Ela soube muito bem, e cortou como eu queria. Ficou lindo, com balanço, volume, repicado, degradê e tudo mais que se pode ser entendido de um dialeto cabeleirístico. Pena que no dia seguinte ninguém notou. Hahahahahahahahahah!
|